quarta-feira, janeiro 10, 2007

Ainda Babel..

Ver este filme é como fazer um zapping pelos canais nacionais.
Não quero com isto fazer algum comentário pejorativo ao filme, muito pelo contrário, mas achei interessante esta analogia.

A história do casal americano, cuja mulher é atingida num autocarro em Marrocos, e toda a azáfama que daí surge, incluíndo cobertura televisiva, a câmara a aproveitar close-ups dos intervenientes, o drama dramaticamente dramático, a acção, o final feliz,.. enfim.. todos os géneros enfiados num só acontecimento faz-me lembrar a TVI.



A felicidade e alegria do casamento no México, cheio de cor seguido da perseguição algo discreta, isolada, do carro onde seguia um jovem e a sua tia mais as duas crianças (filhos do casal americano), culminando na excelente cena final no deserto é a programação/noticiário da SIC: as novelas brasileiras e o noticiário que se tornou mais conservador nos últimos tempos em oposição à Tvi.




Por fim, o belíssimo retrato da japonesa surda-muda sedenta pela real queca, é a que apresenta o conto mais alternativo, completamente díspar das outras duas, e reservando ao espectador os momentos mais sensuais e visualmente ricos (principalmente a cena da discoteca), dignos de um filme da Dois.


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