Quando projecto, o maior entusiasmo é discutir, pensar, antever, criar, propor na mesa, inventar, estupidificar, e maquetar. É na maqueta que as minhas soluções surgem.
A pior parte e a que mais odeio é desenhar no computador. Um rato é uma linha de separação entre o acto voluntário e espontâneo do trabalho de uma mão e a representação virtual de um gesto que realmente se quer desenhar.
É tão frustrante.
Podíamos ter uma espécie de nanotecnologia epidérmica na pontinha dos dedos que permitisse passar todo o gesto natural para o computador.
Era tão mais fácil.
domingo, março 08, 2009
sábado, fevereiro 28, 2009
em êxtase
Crystal Castles no Optimus Alive!
Crystal no Castles Optimus Alive!
Castles no Optimus Crystal Alive!
Alive Castles no Optimus Crystal!
Optimus Crystal no Castles Alive!
Alive Crystal no Optimus Castles!
Crystal Alive no Castles Optimus!
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
The End
E para terminar esta história de Slumdog e respectivo Óscar, estas são as palavras que me faltavam para o descrever.
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
And the Oscar goes to..
O prognóstico:
Por mim, ganha Benjamin Button melhor filme.
Gus Van Sant saía com o Óscar de melhor realizador.
Sean Penn como melhor actor e Meryl Streep como melhor actriz (apesar de adorar Kate Winslet e os papéis nos filmes premiados deste ano).
Heath Ledger e Penélope como grandes secundários
Wall-e tinha o melhor argumento original, efeitos sonoros e obviamente melhor animação, já que não nomeado para melhor actor e melhor filme.
Caracterização é para Benjamin Button sem pensar e melhor banda sonora original também. (Ou Wall-e)
Melhor canção: "Oh Saya" com a colaboração de M.I.A. como é óbvio.
Para acabar em grande só mesmo uma luta de lama entre Jennifer Aniston e Angelina Jolie.
E agora se me dão licença, vou ligar a execrável TVi e ouvir o relato.
O resultado:
Pois bem, o meu querer não foi de encontro à realidade. Mas ainda assim não ficou muiiiito longe.
Primeiro: grande cerimónia. Adorei. Foi show-espectáculo com o grande gentleman Hugh Jackman com todas as surpresas e actos que surgiram. Dinâmico e inovador.
Segundo: As apresentações dos nomeados por oscarizados com um pequeno resumo emotivo. Vim-me quando calhou a Nicole Kidman resumir Angelina Jolie. Só Deus sabe o que passou pela minha cabeça naquele momento.
A consagração de Penélope foi mais que merecida, a de Kate Winslet também (se bem que podia ter ganho por outro papel, quando Meryl está a verdadeira freira em Dúvida).
Sean Penn, como eu queria, levou o Óscar para casa com a sua excelente dedicação à personagem de Harvey Milk.
Quanto a Benjamin, foi um pequeno perdedor como previa. Mesmo assim, ganhou na caracterização, efeitos especiais e direcção de arte. Prémios bem merecidos.
A seguir, foi a descambar com as vitórias consecutivas e previsíveis de Quem quer ser bilionário; com dois que me deixaram furioso:
- Achievement in sound mixing? fuck it.. Que efeitos sonoros tinha? A merda do genérico do Quem quer ser milionário? E Wall-e? As vozes e sons que o filme tem criados de raíz por Ben Burtt, o guru dos barulhinhos míticos de Star Wars? Não?
- Melhor realizador? Bah.. Gus Van Sant? Com uma carreira quase imaculada, ainda sem um Óscar na prateleira e com este Milk? David Fincher? Com uma linha de filmes perfeitos, e com excelente realização no Curious Case e também de mãos abanar? Danny devia era ter ganho por Trainspotting. Não por Slumdog..
Banda sonora, como já referi antes, é vibrante e acompanha o ritmo frenético do filme. Na música original preferia que tivesse ganho "Oh..Saya".. Mas ganhou a outra que acompanha o genérico (terrível) final do filme, quando Slumdog pretende ser anti-Bollywood e nos espeta com o final Bollywood. Estragou tudo.
Anyway, nunca os Óscars foram de encontro ao meu gosto pessoal. Mas às vezes cometem-se injustiças e estas não pude deixar de passar.
Tive pena que Presto não ganhasse melhor curta de animação..
domingo, fevereiro 22, 2009
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
CINEREVIEW #7 - Quem quer ser Bilionário?
Honestly? Didn't like it.
Oh Danny Danny.. Estava à espera de mais do realizador de Trainspotting. Muito mais.
Não que o filme seja mau; tem todos os atributos para uma boa hora de entretenimento. Mas não, não gostei. Ando somente a devorar a banda sonora (ou não tivesse M.I.A. a colaborar).
De resto, nada a dizer. Apenas que Freida Pinto é um bom naco, e que tenho a certeza de que o filme vai agradar a muitos, e eu serei dos poucos detractores. (Ainda ando à procura das palavras certas para dissertar sobre tamanha indiferença da minha parte do hype do ano).
Latika! Jamal! Latika! Jamal! Latika! Jamal!
nota 3/5
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Sou Fujimoto - Primitive Future
-Sou Sou Fujimoto.
E assim começou a conferência de hoje no Fantas de Sou Fujimoto na semana dedicada ao cinema e arquitectura.
Alguns dirão que a conferência nada teve a ver com o cinema, ao que eu respondo que teve bastante a ver com as visões e conceitos que o cinema transporta para a tela em formato arquitectónico, e que na sua maioria são cépticas. (Ou não fossem os filmes escolhidos terem títulos como Metropolis, Blade Runner, Dark City, I am Legend ou A.I.). Mas vamos ao Senhor Fujimoto.
O Senhor Fujimoto é, como qualquer arquitecto, um homem de ideias. Um homem de conceitos, com visão. E fã de Siza.
Abordou o conceito de Nest e Cave, ambos primitivos na forma de habitar, mas que surgem com uma grande diferença: O nest é modelo do homem. A cave é natural e adaptada pelo homem.
Hmm.. interessante. Falou de Corbusier e na composição construtiva em dominó e como ela foi primitiva do movimento moderno. No fundo, O sistema dominó e toda arquitectura contemporânea assenta em três elementos: chão/piso, pilar e escada.
O que Fujimoto trouxe de novo hoje à arquitectura foi o conceito da união destes três elementos. O chão, que molda os diferentes espaços de habitar em escada que resulta também estruturalmente.
Como uma nova ideia de caverna. Um conceito interessante.

Apresentou um exemplo desta ideia que eu achei genial; a Final Wooden House.
Apresentou um exemplo desta ideia que eu achei genial; a Final Wooden House.
Um cubo sem divisões, apenas com desníveis criados pelo módulo de 35 cm de madeira. Poético, simples.


Mas, conceptual do meu ponto de vista.
Mas, conceptual do meu ponto de vista.
Posso parecer presunçoso com o meu discurso, mas durante a conferência, de quando a quando o Senhor Fujimoto comparava-se a Corbusier, igualando-se e sugerindo que seria igualmente inovador. Só faltava dizer que era Corbusier do séc. XXI. E isso começava a irritar-me.
O outro projecto era uma casa, cuja implantação sugeria um ramo de árvore. O interior era um espaço contínuo, sem paredes, totalmente aberto para a paisagem no cimo do monte. E falava do conceito como se fosse original.
Cof..cof.. Casa Farnsworth.. Mies.. Cof cof..
Adiante, um projecto mais interessante: N House.
Um espaço dentro de um outro espaço. Do mais íntimo (interior) para o mais público (exterior). Como Bonecas Russas.



As fotografias do projecto são lindíssimas. Mas só a cobertura recortada que cria estes efeitos custou metade do projecto todo. E eu pergunto: na prática a cobertura o que faz? Ok, jogos de luz. Hmm.. Não sei, mas pareceu-me demasiado frágil, e só me lembrava do projecto da casa em Alenquer dos Aires Mateus e como esse projecto me parecia muito mais sólido, com um conceito parecido de espacialidade.


As fotografias do projecto são lindíssimas. Mas só a cobertura recortada que cria estes efeitos custou metade do projecto todo. E eu pergunto: na prática a cobertura o que faz? Ok, jogos de luz. Hmm.. Não sei, mas pareceu-me demasiado frágil, e só me lembrava do projecto da casa em Alenquer dos Aires Mateus e como esse projecto me parecia muito mais sólido, com um conceito parecido de espacialidade.
Bem, podem dar uma vista de olhos nos outros projectos (recomendo vivamente), mas se me perguntarem se fiquei fã (agora que percebo mais um bocado da coisa), digo que não.
terça-feira, fevereiro 17, 2009
Decorem este nome: AnnaLyne Mccord
Esta é a razão pela qual Nip Tuck é das melhores séries.
Para o caso de ficarem curiosos com a banda sonora, a música do clip é Memories do Waldeck. Eu já fiz questão de arranjar o álbum Ballroom Stories.
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Top 10 Reasons Why to Date an Architect
1. All night long, all night strong.
2. We are damn good with our hands.
3. If we can commit to chipboard, relationships should be easy.
4. You should see the things we errect.
5. Use to doing things over and over again.
6. Finishing early never happenes.
7. We know the true meaning of interpretation
8. Creative positioning.
9. Work well in groups
10. Entry and passage are always exciting.
via CoolBoom
REX - Museum Plaza, USA
Museum Plaza is [...] one of the most amazing mixed-use project of our time. It makes all the variables (economical regulations, community, local authorities) fit together, on an pure volume - with a Mies-ian look.
via Archdaily
love it *
Para o caso de não terem reparado, no meio do conjunto encontra-se a praça cultural, o espaço público, elevado a uns bons metros do chão.
Mais uma vez, a oportunidade do vídeo como manobra eficaz de mostrar (e vender?) a arquitectura com imagens conceptuais do projecto e fotomontagens/renders 3D.
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
Questões pertinentes
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future+electro+world+sounds DOWNLOAD
o álbum que sucede a ELECTRO CHURCH, futurelectrworldsounds é uma combinação de música electrónica, sintetizadores futuristas com músicas do mundo cruzando estilos jazz/rock/pop/folk e samples de voz. O single de avanço r'uready4this já pode ser ouvido no youtube, e os restantes vídeos têm a sua estreia já a seguir.
Podem ouvi-los em myspace.com/fcbtudojunto e efectuar aqui o download com boa qualidade:
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
[update com vídeos]
2thebeaty'all é uma mescla electrónica de ritmos africanos que (espero) que vos faça mexer. O vídeo é simples, protagonizado pelo meu Johnny e sugere uma boa maneira de saber as notícias de última hora ao som destes futurelectworld sounds. Um pequeno regresso aos meus vídeos caseiros e 100% originais.
itain'tlove, uma clara referência à vocal pop anos 90 tipo bryan adams revestida a sintetizadores futuristas igualmente dançáveis. O vídeo explora a temática da solidão "can't go on without you". créditos ao canal 3DRT pelos vídeos 3D da cidade.
she'smybaby tem como referência o groove e disco, usando vocais a relembrar Elvis, convertido em ritmos latinos.
moove2themusic tem um lado oriental nos sintetizadores (fazendo alguma referência a um ambiente tipo Lost in Translation), coros e vozes afinados e instrospectivos.
objectofmydesire é uma clara referência à dance house mais pop, usufruindo de vocais femininos e refrão fácil, num ritmo crescendo.
depois opinem se quiserem.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
domingo, fevereiro 01, 2009
fcbtudojunto - R U READY 4 THIS?
Um arquitecto copia sempre..
Álvaro Siza Vieira
Influências claras de M.I.A., com um toque de Beirut reproduzida em estilo Bollywood.
E esta minha afronta aos Buraka? Que vos parece?
(não sei porquê mas o vídeo apareceu mais atrasado em relação à música aquando do upload, o que prejudica a coreografia..)
E esta minha afronta aos Buraka? Que vos parece?
(não sei porquê mas o vídeo apareceu mais atrasado em relação à música aquando do upload, o que prejudica a coreografia..)
segunda-feira, janeiro 26, 2009
domingo, janeiro 25, 2009
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Animal Collective - My Girls
Há 5 anos atrás..
Há cinco anos atrás, se não tivesse tomado uma decisão importante, estaria neste momento a fazer uma curta-metragem de final de curso.
No entanto, a vida dá umas certas voltas e fui para arquitectura.
E cinco anos depois dessa decisão, tive a oportunidade nestes últimos dias de ser assistente de realização num projecto final de curso de Som e Imagem.
Claro que o meu papel era pegar na claquete, correr para a centro da cena e dizer cena 4, plano 2, take 3 e chegar tarde a casa. Havia actores profissionais, um armazém perdido em Matosinhos, um cenário com sofás de 1800 euros e um frio de congelar todas as noites.
Tenho de admitir que foi muito bom voltar a estas pequenas experiências.
Mas, se me perguntam se me arrependo de ter escolhido arquitectura (ou vice-versa, se me arrependo de não ter ido para Som e Imagem) há cinco anos atrás, medito um ou dois segundos e respondo com toda a certeza absoluta:
-Não. Nada.
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